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O uso de roupa branca em centros espíritas

“O Espiritismo evangélico é o Consolador prometido por Jesus, que, pela voz dos seres redimidos, espalham as luzes divinas por toda a Terra, restabelecendo a verdade e levantando o véu que cobre os ensinamentos na sua feição de Cristianismo redivivo, a fim de que os homens despertem para a era grandiosa da compreensão espiritual com o Cristo” (Emmanuel, “O Consolador”, questão 352).

 

Em 15 de novembro de 1908, o caboclo das Sete Encruzilhadas anunciou a fundação da Umbanda e assim nasceu o primeiro templo da nova religião. Chamava-se Tenda Espírita Nossa Senhora. Todos os médiuns e trabalhadores usariam, por orientação espiritual, roupas brancas. E essa tradição já faz 107 anos.

 

Mas não é só na Umbanda. Encontramos o uso de vestes brancas em diversos segmentos esotéricos, nos diversos terreiros das religiões afro-brasileiras, entre sacerdotes católicos e líderes protestantes, entre os muçulmanos e nas mais variadas casas espíritas (algumas de orientação kardequiana, outras ramatisianas). O próprio Espiritismo kardequiano ficou conhecido pelo povo como “centro de mesa branca” e não me parece algo tão casual. Há um sentido profundo nisso tudo.

 

Vamos refletir. A presença das roupas brancas em tantos e variados locais de fé seria apenas uma coincidência de pessoas ignorantes? Seriam essas entidades orientadoras da Umbanda espíritos estúpidos e de baixa hierarquia? Ramatís seria uma entidade ignorante e das sombras? Gandhi, ao usar sempre o branco, era um “espírito apegado” às crendices? Jesus só usava túnicas brancas por acaso?

 

Quando pesquisamos de forma desapaixonada, encontramos a presença de vestes brancas em diversas narrativas míticas – como nos livros do hinduísmo – e nos movimentos místicos por todo o planeta. Os estudos da influência das cores (cromoterapia) também nos trazem dados interessantes sobre a cor branca.

 

O branco, historicamente, tornou-se símbolo de unidade, simplicidade, pureza, sabedoria, espiritualidade superior, energias de luz, angelitude e fraternidade. É a cor associada ao Cristo, governador do planeta Terra.

 

Brâmanes, druidas, os antigos magos brancos e Jesus usaram túnicas brancas. Nas guerras, a bandeira branca simboliza a paz, o fim do conflito. Assim também, nas áreas que envolvem a cura (médicos, enfermeiros, dentistas etc.), o branco é a cor padrão. A roupa branca transmite calma, paz espiritual, serenidade e limpeza. Ela é a unidade maior, pois contém dentro de si todas as outras cores.

 

Nas casas espíritas, o uso de vestes brancas tem também um sentido social e igualitário. Para que evitarmos que as pessoas sejam identificadas pela qualidade das roupas que usam e, com isso, reforçarmos diferenças socioeconômicas e profissionais, todos se tornam iguais no uniforme branco. As diferenças ficam assim diluídas, simbolizando nossa igualdade perante Deus e que na casa espírita estamos todos envolvidos no mesmo trabalho, não importa se rico ou pobre, se doutor ou analfabeto, se negro ou branco, se gay ou heterossexual, todos estamos de branco trabalhando em nome do Cristo e de Seus espíritos.

 

Ao usarmos o branco na casa espírita, nós adentramos o terreno simbólico dos nossos trabalhos de caridade espiritual e abandonamos nossa “persona social”, com seu status diferenciado no mundo e possíveis vaidades pessoais como, por exemplo, o uso de roupas de grifes famosas. Com isso, “o personalismo ou destaque individual é algo que jamais deverá existir [em nossos trabalhos]. Somos meros veículos de manifestação da espiritualidade superior, e por isto, devemos sempre nos mostrar coletivamente, sem identificações pessoais ou rótulos. Somos elos iguais de mesma força e importância neste campo de amor e caridade”.

 

Quando entramos no centro espírita e lá colocamos nossas vestes brancas – já devidamente magnetizadas pelos guias espirituais e mentores do local – estamos fazendo uma ruptura, dentro do espaço-tempo, com as coisas mundanas para nos entregarmos plenamente ao espírito de fraternidade, caridade e companheirismo igualitários. Todos juntos, de branco, servindo ao Cristo e ao próximo, em amor e simplicidade. Vestir o branco é um gesto simples, mas simbolicamente poderoso, além de psicologicamente eficaz e espiritualmente razoável.

 

Nas casas que adotam o uso de jalecos brancos, opcional em nossa União Espírita Cristo Rei, “todos são iguais e os assistentes não devem dar vazão às aparências do mundo profano na busca de sua espiritualização. Assim, quem freqüenta [o local] jamais terá a oportunidade de identificar no corpo mediúnico, estando seus membros vestidos todos de branco, eventuais ou supostas diferenças intelectuais, culturais e sociais, tal como não podeis visualizar as cores das penas de um bando de araras voando. Não importa se por trás da roupa branca sacerdotal se encontra o advogado, o arquiteto, o militar graduado ou o diplomata, um rico empresário ou um simples camelô, a funcionária concursada ou a empregada diarista, todos estão ali reunidos em um mesmo espaço religioso, igualados na intenção de servir incondicionalmente os seus semelhantes como medianeiros de Jesus” (Ramatís).

 

É claro que as vestes brancas devem estar sempre brancas, ou seja, limpas. O cuidado com as vestes é sintoma do cuidado que temos com nossa espiritualidade e da importância que atribuímos ao serviço mediúnico-assistencial, expressão de nosso amor ao próximo.

 

Na cromoterapia, o branco é claridade, pureza, paz, virtudes, iluminação, inocência, verdade, integridade, caminho de luz e esforço em direção à angelitude. É uma cor de cura, purificação e abertura para a influência da Luz Crística. É usado para limpeza mental e do campo áurico dos indivíduos que estão saturados de miasmas e influências deletérias do astral inferior. Recomenda-se o uso de vestes brancas sempre que a pessoa sentir necessidade de paz, calma, harmonia, limpeza e purificação de energias negativas.

 

No Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), usam a cromoterapia sem preconceitos, assim como a usam no avançadíssimo Instituto do Cérebro do Rio de Janeiro. Por que nós teríamos esse preconceito no uso de vestes brancas como se tal fosse um sinal de “atraso mental” ou “apego às crendices”? É a ciência que avança minhas irmãs e irmãos. E nós, como espíritas, seremos a ponte entre fé e ciência ou não? As casas espíritas não são também hospitais holísticos para todos os enfermos do corpo e da alma?

 

Allan Kardec nos diz, em “A Gênese”, que “se a religião [se] recusa caminhar com a ciência, a ciência avança sozinha” e que “a ciência e a religião são as duas alavancas da inteligência humana” (ESE). Na visão kardequiana, caberia ao Espiritismo o papel de diálogo entre estes saberes. Cumpriremos essa nossa missão ou nos fecharemos em dogmas?

 

Caminhemos, pois, na mesma fé e sem preconceitos, pois todos nós estamos irmanados pelas mesmas lições éticas/morais do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo (à luz do esclarecimento espírita) e “armados” com a simplicidade de nossas vestes brancas, no enfrentamento de nossas mazelas íntimas e das forças do Anticristo que operam em nosso planeta[1].

 

[1] “Podemos simbolizar como Anticristo o conjunto das forças que operam contra o Evangelho, na Terra e nas esferas vizinhas do homem, mas, não devemos figurar nesse Anticristo um poder absoluto e definitivo que pudesse neutralizar a ação de Jesus, porquanto, com tal suposição, negaríamos a previdência e a bondade infinita de Deus” (Emmanuel, resposta da questão 291 de “O Consolador”).

MARCIO SALES SARAIVA é sociólogo/cientista político, apaixonado pelas reflexões teológicas, mestre em políticas públicas pelo PPGSS-UERJ e pai de Tatiana, Michel, Gabriela e Isabela. É um democrata de esquerda que defende os ideais de justiça, igualdade e direitos humanos. Milita na defesa de direitos da comunidade queer/LGBT e considera o amor/caridade como caminho sagrado para o encontro com o Divino.
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17 respostas para “O uso de roupa branca em centros espíritas”

Monica Andrade de Oliveira said On 23 junho 2015 Responder

Perfeito! Esse Artigo esclarece de maneira coerente e contextualizada nas teorias religiosas e científicas, a questão da cor BRANCA.Agora sim, termos argumentos, para explicar, que esses preconceitos, não elevam nossa evolução espiritual.Muito esclarecedor!Parabéns!

Marcio Sales Saraiva said On 23 junho 2015 Responder

Todo o preconceito Monica é sinal de inferioridade espiritual. Que cada casa espírita seja livre para usar vestes brancas ou não, mas sem o julgamento precipitado dos que não conhecem os fundamentos simbólicos, psicológicos, sociais e espirituais deste uso.

Grande abraço!

LUIS said On 23 junho 2015 Responder

Senhor,
Existe uma confusão no seu texto do que é Espiritismo. Não ha Mesa Branca, Kardecista, etc. O Espiritismo é uma palavra criada por Allan Kardec, para uma ciencia que estuda os Espíritos. Suas consequencias morais, para transformar a pessoa num ser de bem, um ser iluminado é seu objetivo.
Se a pessoa gosta de roupa branca, preta, vermelha, com listras não tem nada a ver com a proposta espírita que é de iluminação interior.
Ninguém condena o uso, mas ninguem faz campanha a favor. O conselho é : A forma nada vale, o pensamento é tudo.

Marcio Sales Saraiva said On 23 junho 2015 Responder

Luis, não há confusão. Sei bem que o Espiritismo tem origem na codificação kardequiana e a Umbanda tem outra origem.

Quando falo em “mesa branca”, deixei claro que era esta a compreensão popular, das massas.

Concordamos que o interior é mais importante do que o exterior, aliás, Jesus Cristo nos ensinou isso repreendendo os fariseus que eram branquinhos por fora, mas podres por dentro.

O artigo faz uma defesa do uso de roupas ou jalecos brancos em alguns centros espíritas de orientação kardequiana ou ramatisiana, sem confundir-se com os nossos irmãos da Umbanda e outras religiosidades que também usam o branco. Defender não é querer impor. Que cada um seja livre para usar ou não.

Abraços fraternos!

Mago said On 9 janeiro 2017 Responder

sobre o aspecto de ser livre para usar a vestimenta que se sinta bem é algo que somente o tempo e a compreensão possa revelar.

Walter Sasse said On 23 junho 2015 Responder

Parabéns, Márcio!

Gostei muito do seu texto.
Foi muito esclarecedor e me ajudou a dilatar minha visão sobre o uso de vestes de acordo com os fundamentos simbólicos, psicológicos, sociais e espirituais deste uso. Achei interessante o fato de reforçar o respeito ao nosso livre-arbítrio, em uma época onde lutamos pela tolerância religiosa.

Mas fiquei com uma dúvida. Todo Centro Espírita não seria formado por estudiosos da Codificação Kardequiana ou Kardeciana. Centros Espiritualistas que não fossem espíritas não deveriam seguir a denominação própria a que pertencessem, até para permitir uma maior clareza para os leigos?

Me lembrei agora das palavras do Codificador:

“Em vez das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos, para indicar a crença a que vimos de referir-nos, os termos espírita e espiritismo, cuja forma lembra a origem e o sentido radical e que, por isso mesmo, apresentam a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando ao vocábulo espiritualismo a acepção que lhe é própria. Diremos, pois, que a doutrina espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se quiserem, os espiritistas.”
O Livro dos Espíritos – Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita.

Ele não cunhou o termo “Espírita” para indicar a crença a que se referia? Me parece que tal palavra não existia.
Seria correto um “Espiritismo não-kardequiano”?

Obrigado pelos preciosos ensinamentos!

Walter Sasse

Marcio Sales Saraiva said On 23 junho 2015 Responder

Walter Sasse, obrigado pelas palavras e pelo ótimo questionamento.

Sua questão permanece em aberto no movimento espírita. Por um lado, existem argumentos que dão a entender que o Espiritismo não é algo vinculado a pessoa de Kardec e que mesmo a Codificação teria sido um trabalho amplo de sistematização, mas jamais uma norma dogmática de valor eterno. Sendo assim, para os que interpretam desta maneira, há sim um Espiritismo “sem Kardec” ou, melhor dizendo, um Espiritismo pós-kardequiano, já que a revelação é progressiva.

No outro lado deste argumento, há os que consideram a Codificação Kardequiana algo insuperável e “imexível”, ou seja, tudo o que foi revelado no final do século XIX tem validade para o século XXI ao pé da letra, ponto por ponto, sem questionamentos ou novas diretrizes a partir do que os Espíritos e a Ciência vem revelando ao longo do tempo. Para estes só existe um único Espiritismo: Tudo o que disse e sistematizou Kardec, mais nada além disso. Claro que entre eles há uma míriade de compreensões diferentes. Eu diria que há kardequianos ortodoxos, kardequianos ubaldistas, kardequianos religiosos (amam Chico, Divaldo etc.), kardequianos laicos etc.

O tema é enorme e complexo. Ele exige uma verdadeira sociologia do Espiritismo brasileiro e de como ele se desenvolveu ao longo do século, mas levantei aqui alguns pontos rápidos.

Para encerrar, há “centros espiritualistas” – e os ortodoxos se preocupam demasiadamente com essa divisão entre os “puros” e os “impuros” – que entendem ser direito deles usar o nome “Espiritismo”, posto que Kardec disse que acreditando nos cinco eixos essenciais da Revelação a pessoa era um espírita de fato. Há muita divergência nesse campo e até a FEB já andou escrevendo posicionamentos diferentes sobre o suposto “Espiritismo de Umbanda”, algo que na década de 40-50-60 foi uma enorme polêmica.

Se desejar, mantenha contato com meu e-mail aqui no BLOG.

Abraços fraternos!

Lindomar said On 24 junho 2015 Responder

Não importam as vestes no trabalho de caridade e amor ao próximo, mas sim a intenção e o amor naquilo que se propõe a realizar

Marcio Sales Saraiva said On 24 junho 2015 Responder

Eu também penso assim Lindomar, mas me espanto com o medo de alguns espíritas quando certas casas usam vestes brancas. Ora, se a roupa pouco importa e o sentimento de amor e caridade é o essencial, por que devo me incomodar se uma casa espírita se utiliza de vestes brancas? Abraços!

Rogério Santos said On 24 junho 2015 Responder

Caro Márcio, seu texto não revela nenhum conhecimento de Espiritismo. Na verdade ele é recheado de termos que mais confundem do que esclarecem o leitor que queira realmente se interessar pelo estudo da Doutrina Espírita.

Por exemplo, não existe variações de Espiritismo como espiritismo evangélico, kardequino etc… O espiritismo é o que foi codificado por Kardec no século XIX. O resto é invenção. Pode ser qualquer coisa, menos Espiritismo. E sua codificação se baseou na aplicação de um método que chamamos de Controle Universal do Ensino dos Espíritos. Em seu texto, você se baseia por exemplo em autores como Emmanuel que não é espírita. Nenhuma obra “ditada” por esse espírito foi aferida para atestar sua validade. Na verdade, Emanuel, também é outro que deturpa o Espiritismo. A obra relacionada, O CONSOLADOR, é das mais polêmicas e repletas de erros que ele atribui como ensino espíritas.

A ciência, em seu texto, é tratada de forma imprecisa e sem referências. Você cita: ” É a ciência que avança minhas irmãs e irmãos. E nós, como espíritas, seremos a ponte entre fé e ciência ou não? As casas espíritas não são também hospitais holísticos para todos os enfermos do corpo e da alma?”

Desde quando espírita tem de ser “ponte” entre fé e ciência? Casas espíritas são Hospitais? Rapaz, casas espíritas, nada mais são do que a imitação das igrejas que alguns pretensos espíritas impuseram ao que eles chamam de espiritismo religioso.

Quando você cita A GÊNESE e o ESE, traz informações totalmente fora do seu contexto original. Quem disse que Kardec propunha o diálogo entre religião e ciência? Essa é apenas uma interpretação sua? Sabe qual é a definição do Espiritismo que o próprio Kardec deu em ” O que é o Espiritismo “? Ele o relaciona à filosofia e á ciência. Não tem nada de religião. Kardec sempre lembrava o carácter da evolução moral que o Espiritismo pode proporcionar e isso independe de religião.

Sugiro rever as informações de seu texto!!

Abraço!!!

Marcio Sales Saraiva said On 24 junho 2015 Responder

Rogério Santos, percebo que, pelas suas críticas, você é membro de uma das “facções” do Espiritismo conhecida como “os laicos”. Seu repúdio ao mentor Emmanuel é um dos sinais. Bem, não quero aqui polemizar com as diversas interpretações do Espiritismo kardequiano. Responder ponto-por-ponto ao que você afirmar é entrar numa batucada interminável e eu já estou velho para fazer isso. Siga então seu caminho como “o verdadeiro” e eu sigo precariamente minhas observações pessoais. Nos encontramos do outro lado da vida. Abraços!

Jurandir Araguaia said On 1 maio 2016 Responder

Bom dia, Marcio.

Um dos itens que diferencia o Espiritismo é a flexibilidade.

Infelizmente tive que abandonar um Centro Espírita que frequentei por 22 anos por que, taxativamente, impuseram o uso de Vestuário Branco a todos os médiuns.

A decisão foi democrática, mas não foi ampla, por que nunca me consultaram a respeito e não a abriram a todos.

Pedi que mudassem a decisão e ao invés de IMPOR, que simplesmente colocassem o uso como opcional.

Em outro sentido, vi o uso de roupa branca como um APEGO às vestes e aos trajes que outras instituições religiosas utilizaram – vide o Catolicismo.

Notei também, que a sua prática, conduziria os Médiuns a se verem não como iguais uns aos outros, mas como uma CASTA diferente, superior aos demais frequentadores da casa. Eis a semente do orgulho e da vaidade se embutindo entre nós, apesar de podermos justificar como ato de HUMILDADE e não de orgulho. Curioso, não?

Tenho por mim que se usar VESTUÁRIO fosse algo pertinente ao Espiritismo, Kardec, Chico Xavier, Joanna D´Angelis, Emmanuel e tantos outros o teriam recomendado, mas nunca vi tal recomendação em obra nenhuma dos mais conceituados Espíritos ou Médiuns.

O que critico, e que foi motivo da minha saída, foi a IMPOSIÇÃO e não a OPÇÃO.

A Presidente do Centro, querendo consertar, disse que eu poderia frequentar estando à vontade para usar a roupa que quisesse. Porém, dentro da minha consciência, como poderia VIOLAR uma regra democraticamente eleita pela maioria dos membros, mesmo em uma discussão que não foi mais prudentemente estudada?

Vi-me sem saída e preferi abandonar a casa migrando para outra aonde tal Regra de cunho terreno e formal não seja imposta.

Não creio que a uniformização dos MÉDIUNS, apesar dos motivos justos elencados, seja útil ou necessária e, simplesmente, não frequentaria um Centro aonde fosse obrigatória, mas opcional.

Parabéns pelo lúcido artigo!

Muita paz e luz!

Marcio Sales Saraiva said On 17 julho 2017 Responder

Lamento o processo que aconteceu contigo, no entanto, defendo que cada casa espírita seja livre para adotar o modelo que considerar mais eficaz para sua missão espiritual. No mais, respeito as crenças individuais. Abraços!

Jurandir Araguaia said On 1 maio 2016 Responder

Obs: quanto ao uso de vestes brancas no contexto histórico por vários personagens, tal fato se deu por que o branco era a cor dominante e muito mais acessível, visto o tingimento de vestes ser caríssimo aos povos antigos e de acesso geralmente facultado aos mais ricos. Se a cor mais acessível fosse, por exemplo, o azul, assim ter-se-iam trajado.

Abraços de paz!

Marcio Sales Saraiva said On 17 julho 2017 Responder

Jurandir, esse é um dos elementos de uma explicação. Neste caso, você valorizou o contexto histórico e o acesso, somente isso. Eu destaco outros dados e outras possibilidades de interpretação. Abraços!

Gabriel said On 8 abril 2017 Responder

Ótimo texto explicatico e conciso.

Marcio Sales Saraiva said On 17 julho 2017 Responder

Obrigado Gabriel pelo comentário. Abraços!

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