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MACONHA: Sou contra a proibição, mas cuidado com o uso.

 

As duas matérias (veja os links abaixo) mostram que maconha não é algo “saudável por natureza”. Defendo a descriminalização de todas as drogas, pois isso só alimenta a violência e a ilegalidade do narcotráfico, além de tratar o usuário como bandido e não como sujeito de livre escolha no consumo. É por isso que sou antiproibicionista — cigarro e cachaça, hipocritamente, têm livre uso.

Esse meu posicionamento não representa uma reprodução acrítica de “bandeiras do esquerdismo”, como pensam certos conservadores desinformados. Ainda que parte da esquerda no Ocidente defenda esta bandeira da “liberalização”, e eu me alinho com esse campo progressista, é importante lembrar que a ideia de que o Estado deve intervir o mínimo –  ou nada! – nas escolhas morais individuais que não causem danos a terceiros é parte central das concepções liberais da democracia.

Defender a liberdade de uso pessoal das drogas não é defender, ingenuamente, que a maconha é algo saudável, uma “plantinha inofensiva”, ainda mais se o seu uso for crônico (diário) e não esporádico/casual. O uso rotineiro não é bom para a saúde humana, com exceção de casos especiais recomendado pelos médicos. E é isso o que duas pesquisas científicas recentes dizem. Não sou especialista no assunto, apenas acompanho os resultados desses estudos e concordo (enquanto não me provam o contrário).

Se os pesquisadores afirmam que a maconha traz

(1) danos para as minhas atividades cerebrais (anormalidade no hipocampo),

(2) possibilidades altas de fracasso escolar/acadêmico,

(3) sete vezes mais riscos de suicídio e

(4) oito vezes mais riscos de usar outras drogas posteriormente,

não devo tomar cuidado e alertar meus filhos/amigos? Alertar a sociedade?

Defender a liberdade dos indivíduos (é a minha posição política) não é esconder os danos que os mesmos podem causar a si mesmos (é a minha preocupação com o bem estar coletivo).

 

Matéria 1: http://migre.me/ph2YY

Matéria 2: http://migre.me/ph2Y5

 

MARCIO SALES SARAIVA é sociólogo/cientista político, apaixonado pelas reflexões teológicas, mestre em políticas públicas pelo PPGSS-UERJ e pai de Tatiana, Michel, Gabriela e Isabela. É um democrata de esquerda que defende os ideais de justiça, igualdade e direitos humanos. Milita na defesa de direitos da comunidade queer/LGBT e considera o amor/caridade como caminho sagrado para o encontro com o Divino.
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