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Eu tenho 13 motivos para votar no 40

Faz uma semana que eu me reaproximei da campanha de Marina Silva depois dos aborrecimentos de 30 de agosto, conhecidos como “a questão LGBT”. Essas discussões sobre o capítulo dos direitos LGBT do programa de Marina Silva contribuíram para desvelar o que os outros candidatos tinham a dizer sobre o assunto e colocaram o tema na agenda nacional. No fim das contas, considero que o saldo foi positivo e verificou-se que Dilma e Aécio nada tinham de “mais avançado” para oferecer no campo das políticas públicas LGBT, com todo o respeito que tenho pelas amigas e amigos que militam nestas duas campanhas.

A partir dessa questão e de outros temas — como a questão do Banco Central nos últimos dias — os ataques feitos pelo lulopetismo e pela campanha Dilma contribuíram para unir todas e todos contra a mentira e a covardia. Expressei meu descontentamento com a baixaria política em 11 de setembro e partir daí fui me achegando mais.

Nas primeiras horas desta campanha PSB-REDE lá estava eu, não só por uma suposta obediência de militante da Rede Sustentabilidade, mas como cidadão que estava convencido. Não apoio Marina por causa da trágica morte de Eduardo Campos. Defendia a chapa Eduardo e Marina — bem como Miro Teixeira para governador — no primeiro congresso da Rede Sustentabilidade/RJ em 12 de abril deste ano. Com a eleição de Giowana para a direção estadual da REDE/RJ e como delegados do congresso nacional da REDE em Brasília, lá estávamos nós, na defesa da chapa Eduardo e Marina, bem como das propostas para a comunidade LGBT que saíram primeiro desse congresso da REDE/RJ, aprovadas por aclamação!

Foi em 05 de junho de 2014 — faz mais de três meses — que eu publiquei aqui no facebook minha posição: “Eduardo e Marina são a minha aposta”. Somados os compartilhamentos, apenas 23 pessoas “curtiram” esse meu apoio público para a chapa Eduardo e Marina, muitas criticaram e a maioria silenciou. Naquele momento, muitos que hoje apoiam Marina Silva ainda não havia se atentado para o novo que se desenhava com todas as imprecisões típicas dos grandes momentos históricos. É compreensível e eu mesmo tinha minhas hesitações internas, mas apostei e disse com clareza qual era o caráter da chapa do PSB-REDE-PPS-PPL:

“Não me interessa martelar em discursos estreitos, ultrarradicais que não dialogam com a maioria do povo brasileiro. O gueto não é o melhor lugar diante de um quadro em que as forças conservadoras, privatistas, reacionárias e moralistas crescem aqui e no mundo. Eduardo Campos e Marina Silva não representam o ideal perfeito (seria um vício platonista da esquerda?), mas uma mudança possível na dinâmica do capitalismo brasileiro. E é nas brechas deste possível que pretendo trabalhar, sem jamais abandonar o horizonte da utopia de justiça e igualdade”.

Depois de vinte um dias dessa postagem — para ser preciso, em 26/06/2014 — eu reafirmei que a dupla Eduardo e Marina era a melhor opção para o futuro do Brasil. Apenas uma pessoa curtiu, o amigo Eluzay Junior, militante da campanha do senador Romário Faria.

Depois da infeliz morte de Eduardo Campos, permaneci no mesmo campo e no dia 23 de agosto estava no encontrão promovido pelos partidos da coligação que agora apoiavam Marina Silva para presidente e agora Beto Albuquerque como vice.

Hoje, depois dos desentendimentos de 30 de agosto, manifesto publicamente meu voto em Marina Silva e abaixo elenco 13 questões que envolvem esta decisão:

1. Sei bem que Marina defende o ensino sobre a evolução das espécies (evolucionismo) em todas as escolas com a ressalva de que as escolas confessionais (religiosas) teriam o direito de ensinar, paralelamente, o criacionismo, sem excluir jamais as teorias evolucionistas. É com isso que muitos se apegam para criticar a candidatura dela quando ela mesma reafirma com força o Estado laico e as garantias individuais, defendendo dentro de um colégio religioso, o ensino do evolucionismo como um paralelo necessário. É esse compromisso com o pluralismo e a laicidade que me faz apostar e votar em Marina.

2. A minha fé cristã é capenga e simples demais. Têm por base apenas dois princípios: “A fé em Deus [e] a prática da caridade, eis aí as únicas pedras angulares” (J.-B. Roustaing). Em outras palavras, ter fé e fazer o bem. Sendo assim, não voto em Marina Silva porque ela é evangélica (pentecostal tradicional), pois o general Geisel, no regime militar, também era evangélico (luterano) e nem por isso foi o melhor presidente de nossa história. Ser evangélico não é nenhum prova, a priori, de superioridade moral ou política. Aliás, alguns fundamentalistas religiosos que apoiam Marina dão-me grande constrangimento. Prefiro a sobriedade dos ateus ao fanatismo messiânico, mas sei que nenhuma campanha eleitoral está isenta de carregar seus “encostos”. No barco de apoio de um candidato, sempre há uns e outros que não nos agradam e nos obrigam a conviver na diversidade em nome de algo maior. Esses “encostos” não retiram meu voto em Marina.

3. Sei bem que Marina poderá formar uma coalização no Parlamento federal para dar sustentabilidade a seu governo. Infelizmente, neste país de presidencialismo forte e centralismo estatal, depois de eleito o chefe do poder Executivo não faltam partidos para ofertarem apoio. Será preciso “peneirar” ou qualificar estes apoios. Por isso eu não me apavoro com esses boatos sobre “crise institucional”. É delírio pensar que Marina eleita não terá base de apoio no Congresso, por isso mesmo, voto em Marina e confio na sua capacidade política de forjar coalizões e agregar pessoas e partidos políticos.

4. Rejeito essa conversa de que Marina seria contra os partidos. Se tal fosse verdade ela não teria se atirado na construção da REDE SUSTENTABILIDADE. A crítica de Marina é sobre as velhas concepções de partido. Partidos sem diálogo com os setores de borda, sem inserção na sociedade complexa que se abre para o ativismo autoral. Nesse aspecto, quem defende os velhos modelos de instituições partidárias cartoriais e sem oxigenação? Para renovar o debate sobre o papel dos partidos políticos, voto em Marina Silva.

5. Aqui nas redes sociais as pessoas são mais bem informadas, as críticas de que Marina privatizaria tudo ou acabaria com os programas e políticas sociais tem baixo efeito. Lamento que entre os setores sociais de baixa instrução e/ou com menos acesso às informações, a campanha anti-Marina abusa do medo. Já critiquei aqui no facebook a baixaria nesta campanha eleitoral e mantenho o apelo que fiz numa postagem em 11/09/2014: “O segundo turno se aproxima. Que o nível suba. Vamos debater sobre o uso de energias no Brasil, o problema da água, a reforma política, o papel do Banco Central, direitos humanos e comunidade LGBT, educação e saúde pública, direitos trabalhistas, pilares centrais da estabilidade econômica (metas de inflação, metas de superávit primário e câmbio flutuante), reforma fiscal progressiva, índice de GINI (desigualdade social) e IDH, crescimento do PIB e sustentabilidade, extermínio de índios, desmatamento, política salarial e emprego etc. Assunto é o que não falta e é aí que as escolhas devem ser feitas”. Voto em Marina Silva para garantir o pluralismo e o bom debate de ideias.

6. Também sei que o Banco Central independente começa na era FHC e se consolida com o PT. Henrique Meirelles foi presidente do BC no tucanato e na era Lula. Marina apenas deseja sinalizar que manterá essa independência que foi desacreditada no governo Dilma. A confusão que espalham em torno do assunto é imensa e gente de boa índole poderá se apavorar, caso não estude o assunto. Para abrir um sério debate econômico, sem demagogia, voto em Marina Silva.

7. Tenho convicção pessoal de que Marina Silva não é homofóbica, mas a coordenação de campanha errou no capítulo sobre os direitos das pessoas LGBT. Eu fiquei envergonhado, protestei e fiquei imensamente aborrecido no sábado, 30 de agosto de 2014. Ainda assim, com todos os protestos típicos de quem milita no campo LGBT e deseja muito mais, a versão de consenso apresentada pelo programa de Governo da Marina assume compromissos que eu não li em nenhum outro programa de Governo. Em relação ao que queríamos foi um retrocesso para acomodar democraticamente os diversos interesses em jogo no processo de construção programática, mas a versão final é um avanço dentro do quadro que temos hoje de inércia neste setor das políticas públicas. Reconhecer isso é importante, pois eu mesmo fui duro demais em algumas críticas que fiz, naturalmente, fiquei desanimado e cheguei até acreditar em influência de um pastor neopentecostal. Nada como o tempo. Fui apurando a analise e conversando com a direção nacional que foi me esclarecendo melhor os fatos. Agradeço a pessoas como Jane Maria Vilas Bôas (esta foi uma mãe a me aturar), Martiniano Cavalcante, Carlos Henrique Painel, Acauã Guarani Kaiowá, Muriel Saragoussi e Pedro Ivo Guarani Kaiowá. Elas me ouviram e eu as ouvi também.

8. Quanto ao caráter do programa apresentado pela coligação que apoia Marina Silva, compreendo que não é neoliberal — como são chamadas as teses do fundamentalismo de mercado do tipo Chicago ou Escola Austríaca — e nem é um programa estatista/desenvolvimentista clássico. Tendo como eixo paradigmático a sustentabilidade, ele se confronta com aspectos clássicos da economia de mercado — como o consumismo e a poluição — e do desenvolvimentismo estatal de forte conteúdo intervencionista. Essa ruptura contra dois paradigmas clássicos – liberalismo econômico e estatismo econômico – é mais um motivo para votar em Marina Silva.

9. Sobre o pré-sal, considero este assunto esgotado. Qualquer pessoa bem informada sabe que a campanha de Marina não é “contra o pré-sal”. Isso não tem fundamento na realidade. Defender um “realinhamento energético” que se preocupe com o futuro do país é algo racional e sensato, nada tem contra o pré-sal e seu uso, nem contra a Petrobras. Pelo contrário, voto em Marina Silva para defender a Petrobras contra a quadrilha que está destruindo nossa estatal.

10. Por último, mas não menos importante, repito com Paul Tillich que a fé não é uma certeza — isso é fanatismo! — mas uma aposta dinâmica, com momentos de êxtase e de desânimo, temperada sempre com um saudável ceticismo sobre este mundo. Com isso, quero apenas dizer mais uma vez que estou apostando em Marina, como estava com Eduardo Campos. Não sou “marinista” — como setores da mídia querem criar uma nova religião — mas aposto que Marina Silva e sua coligação farão um bom governo nesses próximos quatro anos, por isso voto 40.

11. Não quero fazer campanha baseada no ódio, nem na mentira e nem no antipetismo. Reconheço que há pontos positivos na gestão do PT nesses doze anos, da mesma forma que existem críticas pertinentes feitas pelo PSDB que fez oito anos de gestão com responsabilidade fiscal e estabilização da moeda. Considero que Marina Silva tem em seu programa, em especial no núcleo da sustentabilidade, um sinal de superação da era PT e PSDB. Esse é um dos aspectos centrais do caráter progressista da candidatura de Marina e por isso eu voto 40.

12. A alternância de poder é algo saudável na democracia. São 12 anos de PT no poder e creio que fará bem ao partido viver um tempo na oposição, ainda que sinta em Marina Silva o convite aberto para que o partido ajude na construção do novo, mas sei que o provável é a raiva petista. Diante da derrota, é possível que ele fique na oposição mesmo e isso pode ser bom. O partido poderá fazer um balanço crítico desses três mandatos no poder e se oxigenar com novos valores e motivações. Como Marina promete que ficará apenas um único mandato e deixará o espaço livre — ela defende inclusive o fim da reeleição — os partidos que tradicionalmente ocupam o Palácio Alvorada, bem como aquelas e aqueles que temem “dinastias autoritárias” podem ficar mais sossegados. Ela vai “largar o osso”. Apenas precisa de um tempo para colocar uma nova agenda: a sustentabilidade. É por esse caráter aberto, sem desejos de usurpação do poder, que voto em Marina Silva, sabendo que teremos liberdade para mudar, se preciso for, em quatro anos.

13. Para além das diversas ponderações racionais há também a intuição. Escolhas políticas também aceitam “variáveis não racionais” como os sentimentos e as emoções. Marina é uma líder que encanta. Sua fala transborda desejos de mudança e seu olhar transmite verdade, uma profunda fé no que está falando. Ela não me parece um “truque de marketing”, mas uma pessoa de convicções políticas e ideológicas. Faltava-nos isso faz algum tempo. Por isso, eu voto em Marina também pelo meu sentimento intuitivo de que ela fará um governo honesto, progressista, de desenvolvimento econômico com sustentabilidade e de grandes investimentos em políticas sociais.

Rio de Janeiro, 18 de setembro de 2014.

MARCIO SALES SARAIVA é sociólogo/cientista político, apaixonado pelas reflexões teológicas, mestre em políticas públicas pelo PPGSS-UERJ e pai de Tatiana, Michel, Gabriela e Isabela. É um democrata de esquerda que defende os ideais de justiça, igualdade e direitos humanos. Milita na defesa de direitos da comunidade queer/LGBT e considera o amor/caridade como caminho sagrado para o encontro com o Divino.
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6 respostas para “Eu tenho 13 motivos para votar no 40”

Marcos Morais said On 18 setembro 2014 Responder

Morro e não voto nesta fundamentalista religiosa!
Quem quiser se iludir com ela que se iluda, eu não!

Sonia Wiedmann said On 18 setembro 2014 Responder

Marina foi uma voz forte e convincente no senado, mas, no MMA, onde eu era Procuradora, foi decepcionante! Não tinha força alguma para questionar as UHE e dividiu o IBAMA criando o Chico Mendes, multiplicando custos burocráticos em Brasilia e enfraquecendo sobremaneira as unidades de conservação, criando grande conflito de competencias que perdura até hoje nos dois órgãos hoje inexpressivos. Ela abando na tudo! Abandonou o PT, o senado, o seu estado, o MMA, deixando tudo por terminar!!! Vai deixar a presidencia tb pois não tem perfil executivo. Trste, odeio o PT, mas ela pode piorar o que já está ruim!

ailton amaral said On 23 setembro 2014 Responder

Gostaria de rebater algumas colocações do professor Marcio Saraiva no que tange aos 13 motivos para ele votar em Marina Silva. Antes de mais nada, tenho grande admiração pela história da Marina antes de 2005, depois, com sua aceitação de cargos para se manter em um partido corrupto, da aceitação de ministério esperando ser contemplada com o apoio de lula a presidência, que não veio, e a partir daí é possível ver um certo ranço e mágoa da candidata quando se trata de falar do ex presidente.
Vamos começar pelo motivo 1:
Por mais que a candidata se diga a favor do estado laico ela não tem demonstrado muita coerência e força argumentativa neste caso. Falar que é a favor do ensino do criacionismo em uma escola, qualquer que seja, é subordinar-se a religião sim. Porque senão vejamos, a partir do momento que a educação tem que se basear em ciência e lógica, implantar o criacionismo mesmo que a instituição seja ligada a uma entidade religiosa, é ter dois pesos e duas medidas. A candidata poderia sim ser a favor de ensinar o criacionismo nas escolas dominicais, se é que ainda existem, dentro das concessões dadas pelos pais que participam daquela religião. O criacionismo, pela natureza religiosa, baseada em medo e culpa, seria levado mais a sério que o evolucionismo. Temos que pensar que estamos falando não de duas teorias científicas opostas, mas de uma cientifica e outra, digamos, senso comum (não que este último não tenha colaborado em algum momento com a ciência).
Motivo 2:
Vamos lá, apelar para a fé para dizer que alguém pode ser bom ou não já coloca as considerações em um patamar onde o laicismo já inexiste. Mas falando desta questão, qualquer evangélico que se preze segue a bíblia para quase tudo em sua vida, mesmo os não radicais e fundamentalistas. O problema não é os votos que a Marina tem no público evangélico, é a quem ela segue e tem como gurus. A diversidade religiosa tem que ser respeitada, não com a imposição dos evangélicos, em sua maioria, mas tratando todos como cidadãos, a candidata tem um sério problema quanto ao respeito a diversidade religiosa e a visão de estado laico, a partir do momento que obedece twitters de um pseudo líder religioso, a partir do momento que, fazendo parte do estado, implantou em seu mandato cultos e momentos de orações para tudo, também em seu ministério, a partir do momento que seus assessores eram pastores e religiosos ligados a sua igreja, não dá para considerar que ela pense mesmo na laicidade do estado.
Motivo 3:
Falando sério, sem uma forte base de apoio popular que tenha coragem de cobrar dos seus representantes, ir as ruas, fazer pressão para que os parlamentares votem em projetos de interesse da candidata, não existe possibilidade de governo neste país. Falar que não vai se render ao pmdb, ao pr e aos outros partidos vendilhões é uma falácia das grandes. O próprio partido da Marina já se mostra composto por muitos destes interessados em vendas no varejo político.
Motivo 4:
O professor pode até rejeita a ideia, mas o próprio site bem como o nome da agremiação, rejeita a ideia da formalização, do partido como é construído, mas não abre mão dos caciques que mandam nos partidos tradicionais. “É uma associação de cidadãos e cidadãs dispostos a contribuir de forma voluntária e colaborativa para aprofundar a democracia no Brasil e superar o monopólio partidário da representação política institucional.” Esta frase na apresentação do “partido” tem mais a ver com voluntarismo do que com política séria, e não estou falando da politicagem comum aos partidos.
Motivo 5:
É uma questão de bom senso imaginar ou pensar que a Marina vai querer manter os gastos sociais, vejamos, com um liberal extremo como o Giannetti, com a dona do Itaú por trás, com Lara Resende fazendo sua política econômica não tem como esperar muita coisa nestas questões. Agora, debater temas centrais como cita neste motivo é muito importante, desde que seja um debate real, não uma mudança a cada crítica de um guru religioso, de um pseudo economista, de um radical de direita, etc. a autonomia do banco central tem que ser pensada de verdade, não por imposição da cabeça de um economista ou grupelho do mercado, visto que o mundo desenvolvido hoje prega exatamente o contrário, mais regulação do setor financeiro e mais controle sobre os bancos centrais.
Motivo 6:
Não, professor, não é questão de gente de boa índole se apavorar, temos que ser sensatos, as desculpas quando estamos mais próximos de uma figura é comum, em qualquer situação. Esta desculpa de que a candidata só sinalizaria manter a mesma política não cabe neste debate, se ela só quer manter, não precisa trazer a discussão. Agora, aprofundar uma autonomia desta instituição, sendo que na prática ela já joga ao bel prazer do mercado, seria fazer como nos EU, ou seja, entrega lo aos lobos, aos donos do sistema financeiro, aí fica a cargo de sua imaginação o que poderia acontecer, como já foi citado em alguns cantos da internet, o banco central autônomo já elevaria muito mais os juros do que permitido pelo governo. Questão de pensar a quem representaria esta autonomia.
Motivo 7:
A Marina pode não ser homofóbica, mas demonstra em suas atitudes, cegas por conta de agradar setores conservadores. O fundamentalismo religioso não tem como base somente as críticas violentas e a violência que se segue as pregações de pastores irresponsáveis, mas de não aceitar as pessoas como elas são, de querer que tudo se adeque a seu livro sagrado, não importando se religião seja uma escolha pessoal e cidadania não existir sem a coletividade. Citando partidos e pessoas que defendem a liberdade individual para sua vida privada e respeito por suas escolhas, não encontraremos muitos religiosos, e, pessoalmente, duvido que a marina esteja entres estes poucos.
Motivo 8:
Bom, este tópico ficou estranho, incongruente e incoerente, mas parece bem o programa da coligação.
Motivo 9:
Concordo com a ideia de alinhamento energético, seja lá o que for que queiram dizer com isso, mas se entendi, imagino que sejam a favor da mudança das matrizes energéticas vigentes no país, mas precisamos ser sinceros, isto tem que ocorrer com uma mudança profunda e cultural no consumo, não vai vir pelo fato de a marina estar ou não no poder. Sendo isso um dos principais motivos de votar em marina, talvez queira, prezado professor, pensar melhor e escolher os verdes, Eduardo Jorge está mais a frente nesta questão.
Motivo 10:
É, neste caso ficou bem confuso também, a fé não é uma certeza? Peraí, como não? Se o que move os religiosos, ou as pessoas que acreditam em algo, principalmente é o fato de terem uma fé centrada, com a certeza de que existe algo ou alguém esperando pelas suas ações, boas ou más para serem salvas. Mas pegar Eduardo Campos como exemplo, é meio irrisório agora, visto que algumas questões que envolvem as sujeiras da politicagem têm acertado sua vida política recente. E sim, existe uma tentativa de transformar a marina em uma estrela como o pt fez com o lula, puro marketing, caro Marcio.
Motivo 11:
Reconhecer que o pt fez algo bom e que o psdb também é o mesmo que todos fazem, dizer que a ideia de sustentabilidade com a marina é o que a separa destes dois é risível, vejamos, e o que os une?
Motivo 12:
Alternância de poder, a meu ver, não tem a ver somente com a mudança das figuras, mas de projetos, de visão de estado e da política, a marina não traz nada novo nesta questão, se considerarmos alternância de poder a mudança de figuras, então a Dilma ainda pode ficar mais quatro anos e mudar depois dela. A falácia de defender o fim da reeleição era do fhc e do lula também, mas o que fizeram? Dentro do jogo que a marina permanece, o mais certo é a comparação com o Tiririca, o palhaço que ficou horrorizado com Brasília e queria sair a todo custo, sendo obrigado a ficar para eleger novamente os bandidos de que tanto se reclama na sociedade.
Motivo 13:
Caro professor, eu também sou professor, mas esta frase ficou um tanto distante do que considero uma forma coerente de pensar “Para além das diversas ponderações racionais há também a intuição” não daria estas diretrizes a meus alunos de forma alguma, precisamos formar cidadãos conscientes, capazes de abrirem se ao mundo da lógica, da coerência, não da intuição. Intuição é para a religião, para as relações pessoais não para governos e administradores. Como homem de marketing questiono sua visão de que a marina não seja um truque de marketing, é sim, claro, de uma jogada baseada somente nisso, em vender um produto que não é tão palatável a um público alvo definido, aos descontentes que votam por intuição e não por competência de pensamento. A fala da marina não transborda desejo de mudança, mas transborda sim falta de coerência com a realidade, transborda sim palavras vazias, com uma veemência que só é possível encontrar em fanáticos que acreditam em tudo que seus gurus dizem…
Ah, tem outro item, que seria bom analisar do ponto de vista dos homens e mulheres que lutaram por direitos trabalhistas, tão duramente conquistados e que, nas ultimas investidas dos liberais quase perdemos alguns e acabamos flexibilizando outros, mesmo a contragosto, que também é pauta da trupe que acompanha a marina em sua luta quixotesca…

pms-admin said On 26 setembro 2014 Responder

Tenho respeito pela sua divergência, mas não tenho paciência em ficar respondendo para quem já tem “cabeça fechada” contra a Rede Sustentabilidade e contra a Marina. Sigamos nossas vidas.

Brindes em Brasília said On 11 fevereiro 2015 Responder

Olá chegamos ao seu site quando estavamos procurando algo sobre o assunto brindes personalizados ligado a cidade de Brasília, achamos bem interessante o conteudo de seu site e gostariamos de elaborar alguma forma de parceria.

Marcio Sales Saraiva said On 28 fevereiro 2015 Responder

Parceria de que tipo?

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