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Eu sou minhas escolhas

Sei que faço escolhas erradas na vida, mas viver plenamente é arriscar-se. Sair da zona de conforto do “cafofo da mamãe” e do que as pessoas dizem para você que é “o caminho correto” e desbravar o mundo, com frio na barriga, claro. É ousar romper alguns padrões e expectativas, trair aquilo que os outros esperavam de mim para ser simplesmente eu mesmo.

Há coisas que me “arrependo”. Pesa-me saber que eu poderia ter escolhido o caminho “X” e não o “Y”. Faria diferente se eu pudesse rebubinar o filme da minha existência, mas ainda assim, mesmo nas “escolhas erradas”, eu aprendi muito. é a tal sabedoria dos equívocos que os mais velhos insistem em compatilhar com os mais jovens.

Esse saber da experiência concreta é formidável. Afinal, como discernir o “errado” de minhas escolhas se não as faço?

Atirar-se no oceano da vida é gozar, machucar-se e, ao mesmo tempo, aprender-evoluir como ser no mundo. Mergulhar na existência é assumir-se responsável por estas mesmas escolhas, ao invés de culpar os outros. “Você culpa seus pais por tudo”, cantava Renato Russo sobre o absurdo da imaturidade.

Desta forma, mesmo olhando em retrospectiva e identificando um conjunto de tropeços, posso dizer que eu sou quem sou. Escolhi assim. Em última instância, livremente escolhi como reagir aos fatos que eu não podia evitar.

Se por um lado as estruturas sociais, econômicas, culturais e psíquicas – o incosnciente, por exemplo – me constrangem a tomar determinado caminho ao invés de outro, posso afirmar também que a aceitação, rejeição ou a maneira como interagir com os dados dessa realidade multidimensional nunca deixaram de me pertencer. Para além dos constrangimentos socioeconômicos, culturais e psíquicos, a vida é minha. Os erros e acertos me pertencem. E é apartir disso que, eu e você, poderemos nos encontrar com a maturidade.

MARCIO SALES SARAIVA é sociólogo/cientista político, apaixonado pelas reflexões teológicas, mestre em políticas públicas pelo PPGSS-UERJ e pai de Tatiana, Michel, Gabriela e Isabela. É um democrata de esquerda que defende os ideais de justiça, igualdade e direitos humanos. Milita na defesa de direitos da comunidade queer/LGBT e considera o amor/caridade como caminho sagrado para o encontro com o Divino.
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Uma resposta para “Eu sou minhas escolhas”

Nanci said On 18 julho 2015 Responder

“Pura sintonia”. Adorei esse texto. Relato maravilhoso sobre nossas escolhas nesse planeta terra.

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